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Iniciante no vinho? Saiba como comprar rótulos para agradar o paladar

Especialista dá dicas para a aquisição de bons vinhos e como conservá-los após a compra 

Quem está iniciando no mundo do vinho ainda precisa degustar muitos rótulos para definir seu paladar. E é provando que se aprende. Mas quanto mais conhecimento na hora de comprar a bebida, melhor. Isto porque o sabor dos vinhos pode ser definido por uma série de fatores. Afinal, existe uma infinidade de uvas diferentes, períodos e formas de maturação. Além disso, até a maneira de conservação e exposição da bebida pode mudar o seu gosto. Por isso é importante estar atento.

Na hora da compra, a dica do especialista em vinhos, Marcelo Copello, curador da ‘Talk Wine’, a primeira startup dedicada à degustação virtual de vinhos em larga escala, é checar o rótulo. Alguns elementos como tipo da uva, safra e teor alcoólico, estão impressos na garrafa, mas, para quem não tem qualquer referência, isto não é suficiente para saber se a bebida vai ou não agradar o paladar.

Portanto, como conhecimento básico, Copello explica que os vinhos são categorizados em: secos, suaves e meio secos. Isto é o que define o dulçor da bebida, sendo o suave mais doce e o seco menos. Se esta informação não estiver no rótulo, vale procurar o percentual de açúcar. A informação deve estar impressa na garrafa. “Um vinho tinto de mesa seco indica um teor de açúcar baixíssimo, quase próximo a zero. Mas, em compensação, os meio secos e suaves possuem teores mais altos, o que faz muita diferença no paladar”, ensina. Segundo ele, os açúcares, muitas vezes, são utilizados para agradar o consumidor médio, que prefere um sabor mais adocicado.

Quanto ao teor alcoólico, os vinhos com maior percentual são aqueles que geralmente causam uma sensação melhor na boca. “Justamente por açúcar e álcool serem quimicamente parecidos. Um vinho com pouco açúcar, mas com teor alcoólico mais elevado também tende a agradar o paladar. Isso pode variar de 7% até 18% de forma natural, passando desses percentuais, entramos nas categorias de vinhos fortificados, em que há adição de álcool”, complementa.

Preço x Qualidade 

Rótulo possui informações necessárias à compra, porém quem define se o vinho é bom ou não é o seu paladar

Copello destaca que a diferença entre uma bebida barata e uma mais cara pode ser perceptível ao paladar, uma vez que teores de açúcar e alcoólicos variam e as formas de produção também são diferentes. “Uma garrafa de vinho tem o custo da garrafa em si, da rolha, do rótulo e da uva. Dependendo da qualidade desses elementos, o vinho pode ser encarecido ou barateado também”.

Algumas especificações estão relacionadas à produção, mas o gosto pessoal de cada um interfere na hora da compra. Vinhos ruins são relativos dentro das questões comerciais, mas há formas de educar o paladar para que sejam aceitos vinhos mais secos e com teores menores de açúcar. “Uma pessoa que toma refrigerantes todos os dias pode achar um vinho mais forte ruim. É esse balanço entre dulçor e amargor que vai fazer com que alguém goste ou deixe de gostar de um vinho”, exemplifica.

E para educar o paladar, o especialista recomenda degustar,Seja aberto a novas experiências, e sempre prove novos tipos de vinho. Além disso, se quiser se aprofundar mais no assunto procure a companhia de alguém que entenda um pouco mais do assunto”, disse. “Vale lembrar também que a cada safra os vinhos mudam, então sempre teremos muitas infinidades.”

Tipos de Uvas

Copello explica que avaliar uma garrafa apenas pelo tipo da uva não é um parâmetro para a escolha de um bom vinho. “Tudo pode variar dependendo da região de fabricação e dos métodos utilizados. Mas em uma mesma marca elas servem como comparação. Por exemplo, um vinho feito com Cabernet Sauvignon costuma ser mais encorpado do que um Merlot, que fica mais aveludado na boca”.

Uvas diferentes possuem sabores e texturas que variam, podendo ter mais aroma e mais corpo

Como guardar para depois?

A conservação de uma garrafa já aberta também é um fator a se pensar quando se adquire um vinho. Saiba desde já que a bebida não vai estragar de um dia para o outro, mas para que o vinho continue no estado ideal, é válido mantê-lo longe do contato com o ar.

“No Brasil, a maioria dos vinhos são comprados e consumidos no mesmo dia, então não há necessidade de tratar a bebida como um objeto raro. Mas uma dica bacana é manter algumas garrafas pequenas de plástico em casa e enchê-las até a boca para não entrar oxigênio, guardando-as em algum lugar de sua preferência. Assim evita-se que o vinho fique oxidado”, aconselha.

Quem precisa tomar cuidado com a garrafa são colecionadores, ou pessoas que pretendem guardá-la por muitos anos. “Nesses casos, é importante que a garrafa seja colocada na horizontal, em um ambiente escuro e em uma temperatura baixa, que varie de 13ºC até 15ºC.”

Sobre a Talk Wine

Primeira plataforma brasileira de degustação virtual de vinhos em larga escala, a Talk Wine tem como proposta de valor ir além da tão sonhada democratização do vinho e levar o melhor deste universo em um clique. A startup paranaense aproxima os já amantes da bebida e a próxima geração de apreciadores por meio de experiências surpreendentes que unem vinho, entretenimento, música, cinema e gastronomia: sommeliers, enólogos, músicos e chefs de cozinha na tela da smart tv, computador ou smartphone e você aproveitando cada minuto do evento no conforto e segurança da sua casa.