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11 tipos diferentes de vinhos brancos para degustar

Cada vinho é único e essa bebida singular sempre pode surpreender ainda mais. Você já deve ter ouvido falar que existem diferentes cores de vinho, mas pode imaginar que, existem dentro de uma mesma cor, tipos diversos de vinho? Este é o caso do vinho branco. Além da uva usada, a forma de produção de cada rótulo faz com que eles tenham características distintas uns dos outros. Quem gosta de se aventurar no paladar pode acompanhar essa lista repleta de vinhos brancos, feita pelo nosso curador Marcelo Copello

  1. Vinho Laranja: é importante esclarecer que o vinho laranja não é feito com laranjas e sim com uvas brancas. A alcunha “laranja” vem de sua cor em tons de âmbar, um batismo informal, já que a categoria oficialmente não existe. Podemos dizer que os vinhos laranja, nada mais são que vinhos brancos elaborados como se fossem tintos, com maceração de mosto (suco) com as cascas das uvas, processo normalmente não utilizado nos vinhos brancos. A maior referência histórica desde estilo de vinhos está na república da Geórgia, antiga integrante da União Soviética localizada no Cáucaso, fronteira da Europa com a Ásia, onde tipicamente este tipo de vinho é elaborado há milênios em grandes ânforas de barro. Os “laranjas” devem ser degustados como tintos, não galados e se possível decantados.
  2. Jerez Fino: vinho branco fortificado do sul da Espanha, feito com a uva palomino fino. É muito seco e incrivelmente versátil à mesa, vai ao do sushi ao curry, passando por aspargos, alcachofras e azeitonas.
  3. Retsina: vinho tradicional grego, cuja origem remonta à antiguidade. Ainda é popular naquele país, consumido com petiscos típicos, como o queijo feta. É um branco seco feito com adição de resina de pinheiros e com típicos aromas de eucalipto.
  4. Vin Jaune: este vinho é verdadeiramente uma jóia, lapidada no Jura, região no leste da França. Elaborado com uvas savagnin de colheita tardia, o vinho fica seis anos em barricas parcialmente cheias, de modo que forma-se uma camada de leveduras, em um processo bastante semelhante ao do Jerez, só que sem adição de aguardente. O Vin Jaune tem cor dourada-alaranjada, aromas oxidativos complexos e potencial de guarda de muitas décadas.
  5. Porto branco: há duas categorias por Porto branco: os jovens, sem safra, mais simples, utilizados em coquetéis e os envelhecidos, que podem chegar ao mais alto nível de qualidade. Estes são os Porto Colheita branco (que traz sua safra, ou ano de produção) e os Porto Tawny com indicação de idade (10, 20, 30 ou 40 anos).
  6. Vin Cuit: ou “vinho cozido”, um vinho tradicional do sul da França, elaborado com o cozimento do mosto em fogo a lenha, sem fervê-lo, para concentrá-lo, antes de fermentá-lo em barricas por longo tempo, até um ano. O resultado é um vinho doce, de cor caramelo e paladar xaroposo, que enfrenta às sobremesas mais açucaradas. Os italianos fazem um vinho semelhante, chamado de vino cotto.
  7.  Vin de Paille: ou “vinho de palha”, tradicional da região do Jura, leste da França, feitos com uvas savagnin, poulsard ou chardonnay, que secam sobre camas de palha por ao menos seis semanas. O resultado é um vinho doce, com teor alcoólico mais alto, podendo chegar a 17%.
  8. Vino Passito: a versão italiana dos vinhos de palha. Este tipo de vinho pode ser feito em várias regiões da velha bota, mas o mais famoso é o Passito di Pantelleria, produzido em uma ilha ao sul da Sicilia, remontando ao século II a.C. Este passito é elaborado 100% com uva zibibbo, seca por cerca de um mês em caixas, depois fermentadas com adição de mosto fresco.
  9. Vino Racio: conhecido no interior da Espanha, este fortificado tradicional diferentão é quase comestível de tão denso. O vinho é fortificado e colocado em garrafões de vidro ao sol, por um ou dois anos, depois passa a um sistema de solera (mistura de safras). São quase sempre brancos (de cor alaranjada), mas também existem em versões tinto e rosado. O resultado é um vinho oxidativo, denso, de cor carregada, e sabor intenso, com alguma doçura. Muitos espanhóis o elaboram artesanalmente, e tem como seu vinho da casa, que oferecem às visitas.
  10. Vin Santo italiano ou Vino Santo, tem origem remota e várias teorias sobre seu nome, como a de que este caldo adocicado tinha o poder de curar doentes com a peste negra (em tempos de COVID, talvez valha a pena provar este). Depois de colhidas, as uvas são secas como passas em esteiras, antes de fermentadas, colocadas em pequenas barricas, que são lacradas com cera, por ao menos três anos. O vin santo italiano pode ser seco (em um estilo que lembra o Vin Jaune ou o Jerez Fino), meio doce ou até muito doce. Este também pode ou não ser fortificado, e pode ser feito com uvas brancas (geralmente trebbiano ou malvasia) ou tintas, como a Sangiovese, neste caso são chamados de Occhio di Pernice (olho de perdiz), por sua cor mais amarronzada.
  11. Vin Santo grego: não se sabe dizer qual o original, se é o grego ou o italiano. Seja como for há diferenças. O Vin Santo grego, feito na paradisíaca ilha de Santorini, é feito com a excelente casta assyrtiko e misturado a outras locais. As uvas não são passas após a colheita, mas sim, ainda no vinhedo. Depois, o vinho amadurece três anos em barricas (que não são lacradas, permitindo que o vinho que evaporou seja completando, deixando menos oxigênio na barrica, resultando em vinhos menos oxidativos que a versão italiana). O Vin Santo grego é sempre doce e com grande potencial de guarda.